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O que é Economia Criativa?

Por: Eneias Tavares

07/07/2020

Você já pensou em viver de sua arte? Ou ainda mais, torná-la comercialmente viável a ponto de produzir lucros significativos, não apenas influenciando na vida e na carreira de outros profissionais do setor cultural como também alterando a própria compreensão que se tem de entretenimento e lazer? Então, saber exatamente o que é e o que faz a Economia Criativa te interessará profundamente. O objetivo do post de hoje do nosso Blog Epic Educação é justamente te apresentar a essa área de interesse que tanto tem feito por profissionais da arte no mundo e também em nosso país.

Vamos inicialmente a uma definição simples e direta: Economia Criativa é o setor que compreende diversos negócios que são idealizados e executados a partir de um capital intelectual, cultural e criativo e que tem por fim resultar em valor econômico. Para melhor compreendermos essa definição na prática, vamos a um breve histórico e exemplificação.

Um pouco antes dos anos 2000, o Departamento de Cultural, Mídia e Esportes do Reino Unido forjou o conceito de Economia Criativa a fim de mapear quais inicitivas, grupos e empresas estavam na vanguarda da produção de conteúdo e de produtos relacionados à tecnologia e entretenimento. O elemento que perpassava essas ações era justamente a criatividade e seu potencial enquanto geração de empregos, valores e riquezas.

Depois disso, dois foram os estudos pioneiros nesse campo. Inicialmente, o realizado pelo pesquisador John Howkins (2001), o sujeito que cunhou a expressão “Economia Criativa”, que uniu o esforço britânico a uma visão empresarial, com especial atenção a interesses mercadológicos, à propriedade intelectual e ao registro de marcas, patentes e direitos autorais, ampliando à discussão e pela primeira vez atingindo ou aproximando a discussão – que até então pertencia a uma seara mais comercial do que científica – do meio acadêmico.

No mesmo ano, Richard Florida publicou um estudo sobre profissionais de diversas áreas e seus processos criativos, aos quais denominou de “classe criativa” ou “criativos”. Além do surpreendente dado numérico, esse estudo revelou outras especificidades sobre esse novo tipo de profissional. No Brasil seu livro foi publicado como A ascensão da classe criativa e seu papel na transformação do trabalho, do lazer, da comunidade e do cotidiano em 2011 pela LP&M Editores.

Em 2008, a Conferência das Nações Unidades sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD, 2008), publicou o primeiro estudo de fôlego e de abrangência internacional sobre o tema. Os dados foram surpreendentes, revelando uma que essa indústria emergente era responsável por um valor bruto de exportações que ultrapassavam 500 bilhões de dólares por ano. A partir deste estudo, a FIRJAN (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) no mesmo ano publicou o seu Mapeamento da Indústria Criativa no Brasil, estudo atualizado em 2016.

A título de ilustração, reproduzimos abaixo o fluxograma preparado pela FIRJAM – Federação de Empresas do Estado do Rio de Janeiro, e disponibilizado no livro digital Indústria Criativa – Mapeamento da Indústria Criativa no Brasil[1]–, fluxograma que abarca diversas áreas de atuação disponíveis hoje aos profissionais que trabalham com criatividade, empreendedorismo jovem e mídias de entretenimento e comunicação.

– Mapeamento da Indústria Criativa no Brasil
– Mapeamento da Indústria Criativa no Brasil

Como você pode ver, entre as áreas atendidas pelo setor estão cinema, tv, games, patrimônio público, arquitetura, artesanato, literatura, imprensa, quadrinhos, eventos, teatro, artes plásticas, dança, circo, design, moda, música e educação, entre dezenas de outras.

Em uma época repleta de novos paradigmas tecnológicos e, portanto, culturais, é premente pensar em novas formas de utilizar a criatividade para fins não apenas artísticos e humanistas – áreas comumente relacionadas à expressão criatividade – como também sociais, políticos, tecnológicos e comerciais. A economia criativa mapeia uma série de profissões relativamente recentes que tem gerado não apenas valores financeiros como também modificado a forma como nos organizamos em sociedade, para não dizer a própria forma como pensamos. Gostou do texto? Coloque seu comentário ou pergunta abaixo. E para ter acesso a mais textos como esse, continue atento ao nosso blog e siga  EPIC Educação nas redes sociais.

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